A cegueira que dá pra evitar
Exame de vista com médico oftalmologista, óculos custeado pelo Estado e cirurgia de catarata com prazo — para quem não tem como pagar.
O problema
E ninguém descobriu. Nem o professor, nem a mãe, nem ela mesma — porque criança acha que todo mundo enxerga daquele jeito.
Tem trabalhador perdendo serviço porque não enxerga de perto. Tem costureira parando de costurar. Tem agricultor que não consegue mais ler a bula do veneno.
E tem idoso ficando cego de catarata, que é operável, porque nunca passou por um oftalmologista na vida.
A maior parte da cegueira é evitável. O que falta não é medicina — é chegar lá.
Por que não chega
O oftalmologista existe. O óculos existe. A cirurgia de catarata é uma das mais simples e rápidas que a medicina tem.
O que não existe é o caminho entre a pessoa que não enxerga e esse atendimento:
Receita sem óculos não resolve. Consulta sem cirurgia não resolve. O caminho tem que ser inteiro.
A proposta
Professor e agente de saúde treinados aplicam um teste simples de visão — na escola e na visita domiciliar. Não é diagnóstico: é identificar quem precisa ver o médico. Custa quase nada e alcança quem nunca procuraria sozinho.
Consulta e receita com médico oftalmologista, em mutirão regional, com prioridade para criança em idade escolar, trabalhador rural e idoso. O mesmo modelo que já funciona para cirurgia eletiva.
Confecção e entrega custeadas pelo Estado, com prazo definido. De nada adianta a receita se a família não tem como comprar a lente.
Catarata e pterígio detectados vão direto para a fila cirúrgica, com prazo e acompanhamento — ligados ao projeto Bahia Sem Fila.
Reavaliação depois de um ano. Grau muda, principalmente em criança. Programa que entrega óculos e some não cuidou de ninguém.
Os limites
O papel do mandato
Deputado estadual não opera catarata e não entrega óculos. Prometer isso seria mentira.
O que ele pode fazer — e é o que esta proposta exige:
Como se conecta
O Mais Visão não anda sozinho. Ele é parte de um jeito de encarar a saúde na Bahia.
Mostra quem está esperando, por quanto tempo e onde. Sem esse retrato, nenhum programa sabe onde agir.
Proposta do governador: quando o SUS não atende no prazo, o Estado compra o atendimento na rede credenciada.
Ataca uma fila específica, de custo baixo e resultado imediato — a pessoa sai enxergando.
Ninguém deveria perder a escola, o trabalho ou a autonomia por falta de um par de óculos.
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MILITÃO DOURADO · Deputado Estadual
Palavra & Cuidado