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Bahia Sem Fila

Da fila da morte para a fila da esperança

Uma proposta para organizar o acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS da Bahia — sem prometer o impossível.

O problema

O povo já batizou essa fila com outro nome.

Chamam de fila da morte. E não é exagero.

Tem gente esperando meses por uma consulta com especialista, por um exame, por uma cirurgia. Sem saber em que lugar da fila está. Sem saber por que demora. Sem saber quando vai ser chamada.

Mas existe um problema dentro do problema — e esse quase ninguém enxerga.

O que ninguém vê

A vaga que se perde.

Enquanto gente espera, vaga marcada se perde. E na maioria das vezes não é por falta de médico:

  • O paciente mudou de telefone e ninguém conseguiu avisar
  • Foi avisado em cima da hora e não deu tempo de arrumar transporte
  • Não sabia que precisava de preparo antes do exame
  • Desmarcou, e a vaga ficou vazia sem chamar ninguém da fila
  • Continua na fila mesmo depois de já ter sido atendido em outro lugar

Tem vaga sobrando de um lado e gente esperando do outro.

Isso não é só falta de recurso. É desorganização. E desorganização tem conserto.

A proposta

Não promete acabar com a fila.
Promete organizar.

Nenhuma proposta honesta promete zerar fila por decreto. O que essa faz é transformar uma fila invisível numa fila organizada, visível e com resposta.

01

Mostrar a fila

Hoje ninguém sabe ao certo quantas pessoas esperam, por qual procedimento e em qual região. Antes de qualquer promessa, é preciso levantar esse retrato — e publicá-lo.

02

Confirmar antes de perder a vaga

Uma central que avisa com antecedência, explica o preparo, identifica quem não vai conseguir ir — e passa a vaga cancelada para a próxima pessoa da fila, em vez de deixá-la vazia.

03

Quem está mais grave vai primeiro

A ordem da fila decidida por critério médico escrito, e não por conhecimento pessoal. E reavaliação de quem passou do tempo — porque a doença pode ter piorado na espera.

04

Atendimento onde a espera é maior

Com o retrato em mãos, direcionar mutirão, turno adicional, atendimento por vídeo e capacidade para os pontos onde a fila é maior. Sistema sem atendimento não resolve nada.

05

Tudo público

Painel aberto com quanta gente espera, quanto tempo demora e quantos atendimentos foram feitos, por região. Sem nome, sem CPF, sem doença de ninguém — só os números gerais, para que qualquer cidadão possa cobrar.

Os limites

As regras que não se quebram.

Toda proposta que envolve tecnologia em saúde precisa de limite. Estes são os desta:

XNinguém perde a vaga nem o lugar na fila por não atender o telefone. Ligação perdida não é desistência.
XNenhum sistema automatizado decide quem está grave. Isso é do médico.
XNenhum sistema automatizado retira paciente da fila. Só pessoa, com justificativa registrada.
XSempre haverá atendimento humano disponível — não só mensagem gravada.
XDado de saúde de paciente não vai para campanha política. Nunca.
XQuem não tem celular, não sabe usar ou tem dificuldade de ouvir também precisa ser alcançado.

O papel do mandato

O que um deputado pode fazer.

Deputado estadual não administra a central de regulação, não marca consulta e não contrata médico. Prometer isso seria mentira.

O que ele pode — e é justamente o que essa proposta exige:

  1. Apresentar a proposta oficialmente ao Governo do Estado
  2. Requerer os dados da fila e torná-los públicos
  3. Convocar audiência pública na região para debater com quem executa
  4. Destinar recurso no orçamento estadual para que funcione
  5. Apresentar lei de transparência dos dados da regulação
  6. Cobrar resultado com prazo e prestar contas ao povo

Como começa

Pequeno, para testar.

Não começa pela Bahia inteira. Começa por uma região de saúde e duas filas prioritárias, escolhidas por dados — não por indicação política.

Prazo de 90 dias para testar, com avaliação independente ao final. Se funcionar, expande. Se não funcionar, corrige antes de gastar mais.

O detalhamento técnico — indicadores, integração de sistemas, protocolos clínicos e plano de trabalho — consta em documento próprio, disponível para discussão com a Secretaria de Saúde e com os órgãos de controle.

A fila já existe. O que falta é ela aparecer, ter ordem e ter quem atenda.

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MILITÃO DOURADO · Deputado Estadual

Palavra & Cuidado