Da fila da morte para a fila da esperança
Uma proposta para organizar o acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS da Bahia — sem prometer o impossível.
O problema
Chamam de fila da morte. E não é exagero.
Tem gente esperando meses por uma consulta com especialista, por um exame, por uma cirurgia. Sem saber em que lugar da fila está. Sem saber por que demora. Sem saber quando vai ser chamada.
Mas existe um problema dentro do problema — e esse quase ninguém enxerga.
O que ninguém vê
Enquanto gente espera, vaga marcada se perde. E na maioria das vezes não é por falta de médico:
Tem vaga sobrando de um lado e gente esperando do outro.
Isso não é só falta de recurso. É desorganização. E desorganização tem conserto.
A proposta
Nenhuma proposta honesta promete zerar fila por decreto. O que essa faz é transformar uma fila invisível numa fila organizada, visível e com resposta.
Hoje ninguém sabe ao certo quantas pessoas esperam, por qual procedimento e em qual região. Antes de qualquer promessa, é preciso levantar esse retrato — e publicá-lo.
Uma central que avisa com antecedência, explica o preparo, identifica quem não vai conseguir ir — e passa a vaga cancelada para a próxima pessoa da fila, em vez de deixá-la vazia.
A ordem da fila decidida por critério médico escrito, e não por conhecimento pessoal. E reavaliação de quem passou do tempo — porque a doença pode ter piorado na espera.
Com o retrato em mãos, direcionar mutirão, turno adicional, atendimento por vídeo e capacidade para os pontos onde a fila é maior. Sistema sem atendimento não resolve nada.
Painel aberto com quanta gente espera, quanto tempo demora e quantos atendimentos foram feitos, por região. Sem nome, sem CPF, sem doença de ninguém — só os números gerais, para que qualquer cidadão possa cobrar.
Os limites
Toda proposta que envolve tecnologia em saúde precisa de limite. Estes são os desta:
O papel do mandato
Deputado estadual não administra a central de regulação, não marca consulta e não contrata médico. Prometer isso seria mentira.
O que ele pode — e é justamente o que essa proposta exige:
Como começa
Não começa pela Bahia inteira. Começa por uma região de saúde e duas filas prioritárias, escolhidas por dados — não por indicação política.
Prazo de 90 dias para testar, com avaliação independente ao final. Se funcionar, expande. Se não funcionar, corrige antes de gastar mais.
O detalhamento técnico — indicadores, integração de sistemas, protocolos clínicos e plano de trabalho — consta em documento próprio, disponível para discussão com a Secretaria de Saúde e com os órgãos de controle.
A fila já existe. O que falta é ela aparecer, ter ordem e ter quem atenda.
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MILITÃO DOURADO · Deputado Estadual
Palavra & Cuidado